quinta-feira, 28 de julho de 2011

A SANHA NÃO!

Porque me vestes a cólera
Logo ao nascer do dia
O sopro quente da Ira
O beijo amargo da Sanha
Envenena, prejudica
Desajusta, dificulta
Porque vens tocar o corpo
Porque vens pintar a alma
Em tons de preto e sangue
De dor, magoa e rancor
Afasta-te, recolhe-te
A ti não dou guarida
Desarma-te, recua-te
É estrada sem saída
Esta casa não é tua
O trato está feito
Tu não me procuras
Carrega teus defeitos
Hoje só quero o amor
Puro, singelo e divino
Pra afugentar teu torpor
Sujo, maldito e indigno

terça-feira, 26 de julho de 2011

VÍCIOS

Berros
Urros
Gemidos
Sussurros
O gozo
Molhado
Suado
Na pele
O corpo
Em êxtase
No canto da sala
Aprecio o momento
Ascendo o cigarro

Adeus em Palavras


Tenho medo das palavras;
Palavras que machucam;
Que ferem, martirizam;
Que matam, exterminam;
Palavras de amargura;
Que duram, eternizam;
Palavras iguais aquelas;
Que dissestes em triste pranto
Segue a vida... Adeus!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Olhar do Poeta

Sou eu que vejo o mundo
O mundo que você não vê
Sou eu que traduzo a fundo
O que no fundo quiseste esquecer
A lágrima, os sentimentos,
A raiva e a emoção
Escondidas dentro do peito
Trancadas em sua prisão
Minguando tal qual a lua
Entregue ao Deus Morpheus
Sorvendo a dor profunda
Do amor que se perdeu
E assim vou extraindo
O que em ti não cabe mais
Transformando em prosa e verso
Teus desejos bem reais
E agora só te peço
Um obséquio, um regalo
Que veja o mundo como eu vejo
Que me siga neste embalo
E assim eu te prometo
Nas rimas que eu faço
Mostrar-te como eu te vejo
Nua, linda sem embaraços.

sábado, 23 de julho de 2011

Desencontro

As portas não se abrem mais e tudo que ele quis passou, ficou para traz,sai à noite e tenta descobrir algum modo de ser feliz ,procura e não encontra,olha e não vê,é o fim? Fim da sua vida, amargurada e cansada, embevecida em dias quentes, enlouquecida nas noites frias, regurgitando sentimentos mortos, agonizando em luzes brilhantes e desvanecendo em braços, pernas e bocas, tolas, amargas e sem gosto. Já não vive,sobrevive e muitas vezes vegeta ,buscando à noite que perdeu á luz do dia!!!!
Sua alma.


Evolução

Ninguém colhe em seara alheia, o que não haja semeado, no que diz respeito aos valores morais.
Cada um é herdeiro de si mesmo. Espírito imortal que é, evolui de etapa em etapa, como aluno em educandário de amor, repetindo a lição quando erra e sendo promovido quando acerta.
Assim, numa existência dá prosseguimento ao que deixou interrompido na outra, corrige o que fez errado ou inicia uma experiência nova.
O que, porém, não realiza por amor, a dor o convocará a executar.
Joanna de Ângelis

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Intervenção


Fechei o portão do hospício
Pra loucura hospedar
Em terreno bem  propicio
Pra deixa – lá alimentar
Entretanto pelo ofício
Não se pode duvidar
Que ela tem seu beneficio
Isto posso te indicar
E nos versos que escrevo
È dela que me aproprio
Pra matar esses desejos
De consumá-los em teu abrigo.

Seguir em Paz


Rujam as tempestades em torno do teu caminho, tranqüiliza o coração e segue em paz na direção do bem. Não carregues no pensamento o peso da aflição inútil. 
Refugia-te na cidadela interior do dever retamente cumprido e entrega à Sabedoria Divina a ansiedade que te procura à feição de labareda invisível. 
Se alguém te acusa, aquieta-te e ora em favor dos irmãos desorientados e infelizes. 
Se alguma circunstância te contraria, asserena tua alma e espera que os acontecimentos te favoreçam. 
Lembra-te de que és chamado a viver um só dia de cada vez, sempre que o Sol se levante. 
E por mais amplas que te façam as possibilidades, tomarás uma só refeição e vestirás um só traje de cada vez nas tarefas de cada dia. 
Embora te atormentes pela claridade diurna, a alvorada não brilhará antes da hora prevista, e embora te interesses pelo fruto de determinada árvore, não chegarás a colhê-lo, antes do justo momento. 
A pretexto, porém, de garantir a própria serenidade, não te demores na inércia. 
Mentaliza o bem e prossegue na construção do melhor, como quem sabe que a colheita farta pede terra abençoada pela charrua. 
Sejam quais forem as tuas dificuldades, lembra-te de que a paz é a segurança da vida. 
Não nos esqueçamos de que, na hora da Manjedoura, as vozes celestiais, após o louvor a Deus, expressaram votos de paz à Terra, e depois da ressurreição, voltando, gloriosamente, ao convívio das criaturas, antes de qualquer plano de trabalho disse Jesus ao discípulos espantados: 
"A PAZ SEJA CONVOSCO."

EMMANUEL (Chico Xavier)

Desencanto

Estes olhos que me fitam
Que me sugam e atraem
Que me guiam e induzem
Vigiam-me sem alarde
Duas gotas no oceano
Duas luas no universo
São intensos e profundos
Mil promessas eles trazem
Mas no fundo destes olhos
Encontrei a solidão
Pois os teus, não eram meus
Outros olhos buscavam então
E num instante de loucura
Meu universo escureceu
Pois os meus que foram teus
Apagaram-se...no Breu.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

EXPOSTO

Quero cortar os laços

Os laços que me embaraçam

Quero me cortar ao espelho

Ver sangrar os Desejos

E ao rasgar o meu peito

E olhar o vazio profundo

Lembrar que não sou perfeito

E fechar a ferida outra VEZ!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Assim Caminha a Humanidade

“A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos.” Mahatma Gandi

A intolerância esta fomentada nas relações humanas e desde os primórdios se presencia a aniquilação das populações em virtude de divergências religiosas e política.
Em A Juventude do Rei Henrique IV ,Heinrich Mann (1993:11) percebemos isso claramente:

“Mas no país inteiro também se incendiava e matava em nome das crenças inimigas. A diferença das crenças religiosas era levada profundamente a sério, e transformava as pessoas que normalmente nada separava em inimigos extremados. Algumas palavras, especialmente a palavra missa, tinham efeito tão terrível que um irmão tornava-se incompreensível e de sangue estranho para outro”


Matamos em nome de Deus, com tamanhos requintes de crueldade que talvez até “Lúcifer” ficaria com medo de nos enfrentar.

Matamos judeus, escravizamos negros, índios... Invadimos povos, aniquilamos sonhos.
A Historia nos mostra esses momentos para que nos envergonhemos e diferentemente daqueles busquemos conviver harmoniosamente, mas como eles, somos inquisidores nas nossas relações sociais e familiares.

Às vezes de forma sutil ou em momentos de fúria, demonstramos nossa intolerância com quem não pensa e nem vive como nós.

Somos opressores dos fragilizados, por sua condição econômica, cultural, étnica, sexual. Contribuir para transformar esta realidade é também um compromisso dos intelectuais com responsabilidade social diante do mundo em que vive, com o seu país e com os que econômica e culturalmente desfavorecidos.

Ninguém possui a verdade integral, quer em ciência, quer em filosofia, quer em religião. Justamente por isso, devemos procurar a luz do conhecimento, observando, estudando e raciocinando sem preconceitos.


Respeitar e Discordar sim, Intolerante jamais!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Exortação ao Movimento

Mudanças me chocam,causam pânico, pensamentos novos me causam angustia, prefiro a inércia. Ela é segura, não traz riscos, não oferece perigo, não requer nenhum esforço sobre humano, nela me equilibro.Não mudo os moveis, nem os programas favoritos, a musica, os livros, os filmes são sempre os mesmo. Não programo meu dia, ele é sempre igual.Acordo do mesmo jeito, no mesmo horário, com a mesma roupa e durmo do mesmo lado da cama sempre solitário!Desse modo espero não ser notado, quero passar invisível pelo mundo, essa roda gigante de sentimentos, de loucura e transformações.
Se um dia a morte passar por mim, talvez ela me dê sua mão,pois pra ela, sou seu filho,seu reflexo.
 Morto, Estático e inerte.

domingo, 17 de julho de 2011

O Visitante

Batem à porta,não abro,arrombam,alguém sussurra em meu ouvido,estou deitado.
Tenho costume de dormir à tarde ,o sono é meu companheiro mais fiel,sempre me visita no mesmo horário e depois se vai ,sútil,mas hoje ,algo está diferente.
Sinto um pancada em meu peito,ouço gritos…outra pancada.
Sempre estive só, mesmo nas reuniões de família me sentia solitário,apartado dos acontecimentos,me escondendo das pessoas e por isso dormia,pois assim não tinha que distribuir sorrisos,nem mostrar falsa normalidade,algumas vezes deixavam escapar comentários de que deveria ser internado em alguma instituição.
Sinto a cabeça pesada e úmida,o burburinho aumenta,não consigo distinguir ninguém,tento abrir o olhos,estou tonto.
Nunca tive amigos e nem alguém pra dividir o cobertor,moro nesse apartamento de quarto e sala,pequeno,porém muito organizado,sempre fui metódico.
Consigo abrir meus olhos, olho pra cama,estou deitado ,os cabelos manchados de vermelho,as pessoas em volta gesticulando,a arma que eu comprei semana passada está ao meu lado,estremeço!!!
Hoje abracei novamente meu companheiro mais fiel, ele está diferente,sinto que ele não vai me deixar e nunca mais me sentirei sozinho novamente

À Margem do Amor





Desde cedo abandonada, com olhar distante, sentimentos guardados, cimentados no fundo do peito. Nunca sentiu um afago, uma palavra de carinho, nunca lhe chamaram atenção, nunca lhe deram atenção.
Não era sozinha, tinha irmãos, cada um com sua vida, sua mãe se fora cedo e seu pai… Ah! Seu pai…, já não olhava mais em seus olhos e ela em sua tristeza, imagina que era falta de amor, mas seus olhos resplandeciam a essência de sua mãe,olhar que resgatou o pai do vicio,vicio que hoje consumia seu tempo, sua vida, sua alma. A bebida era seu suporte, seu encosto, sua muleta.
A noite, ao pé da cama, chorava,implorava o amor, queria sentir-se viva e não um cadáver a vagar sobre a terra, sem destino, naufragada, queria alijar-se desse destino sombrio que se descortinava a cada novo amanhecer.
Saiu de casa sem rumo, embriagada em seu sentimentos, pensamentos perniciosos rondavam sua cabeça e em sua loucura resolveu que deixaria o mundo,pois já não suportava o peso da indiferença.Arcou seu corpo no alto da ponte,decidida,desiludida e um redemoinho de sentimentos lhe tiravam a lucidez .
Então fechou os olhos, e ao abandonar seu corpo, sentiu algo a lhe segurar e ouviu uma voz:
- Filha… Perdão!
Abriu e olhos, seu pai a lhe abraçar forte, olhos marejados, a voz embargada, tentando lhe contar o sonho em que ela aos seus pés, fitava seus olhos e, o vazio, a tristeza e dor que sentiu.
Por instante o mundo parou e naquele momento de morte ela renasceu, tal qual à Fênix renasce, certa de que não mais sentiria solidão e conheceria de uma vez por todas o que lhe havia sido negado por toda a vida.
O AMOR

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