sexta-feira, 27 de abril de 2012

CAI O VÉU



Porque me outorgam santidade
Se durante minha vida passada
Vestia-me o verniz do altar
As palavras escolhidas a dedo
Os gestos contidos, desejo
Do meu eu não se desnudar
E agora proclamam meu nome
Atribuem-me virtudes sem fim
Mas aqui não existem vantagens
O que há é a clara verdade
Que expõem minhas chagas enfim

JUÍZO


O que em mim não se pratica
Sou alerta, teço critica
Sou juiz, não tenho culpa
Ai de quem não se ajusta
Ilibada, minha conduta
Pois ao mostrar teus defeitos
Relevo os meus, pois sou “perfeito”
Nesta arte de julgar.
E quem sabe ao fim do verso eu consiga acreditar!
O que me mim não se pratica...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amigo Fiel (Microconto)

"Depois do sepultamento, só ossos e vermes.
  Seu Espírito era o único a velar o corpo”

Névio Burgos


domingo, 15 de abril de 2012

“Entrou o vento, fechou a janela, beijou a nuca da linda donzela e seu corpo faceiro gemeu a canção e... gozou”
                                                       Névio Burgos

sexta-feira, 13 de abril de 2012

REGRESSO


Hoje a melancolia
Quis fazer companhia
Trazer à tona a saudade
Das lembranças que não tenho

De tantas outras vidas
Nesta por mim esquecida
Aprisionado contra a vontade
Neste corpo eu me contenho

Quero voltar à minha Terra
Desatar-me desta sina
Meu Espírito em liberdade
Só ao tempo me detenho.
Ah! Que saudade que tenho

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